quarta-feira, 28 de junho de 2017

Este lugar, este tempo...

"Si nous vivons dans ce monde, ce n'est pas pour être libres ou heureux. L'existence humaine a un but très différent. Nous vivons pour nous battre et gagner cette bataille avec nous-mêmes. Gagner et perdre à la fois. Et comprenez-le bien, nous ne savons jamais avec certitude si nous avons gagné, même si nous en avons l'impression. Comment le saurions-nous en effet? Personne ne peut savoir une telle chose. Et c'est cela qui est absurde." Andrei Tarkovski

Histórias aos quadradinhos

Os amantes da BD não devem perder esta exposição comissariada por José de Matos-Cruz, patente na Cidadela, em Cascais. A abertura foi uma oportunidade para rever um dos meus heróis, o José Garcês (na segunda foto), que foi um dos melhores amigos do meu pai, e que me conhece desde o início desta passagem. Foi também uma oportunidade para conhecer outro dos meus heróis, o Vítor Mesquita (lembram-se da Visão?) que podem ver na foto com o Matos-Cruz. Aqui fica a informação e o registo, nomeadamente dos ecos visuais de Metropolis numa prancha.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Na edição dos Cahiers du Cinéma de

Fevereiro de 1987 surgia esta fotografia a preto e branco, com a legenda "Le três bel Adieu Portugais de Joao [sem acento, pois] Botelho, presente à Belford, qui sort le mois prochain à Paris". É, de facto, um belo filme... um dos mais belos filmes do cinema português.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cuidado!

Impróprio para cardíacos: Domiziana Giordano e Alain Delon em "Nouvelle Vague". De quem? Jean-Luc Godard, evidentemente. O princípio do fim do século vinte: 1990. Bom fim de semana.

Para quem possa interessar

Cascais, no final do mês.

Breve tributo

Figura tutelar dos Estudos Americanos entre nós, com um reconhecimento internacional ímpar, Maria Irene Ramalho foi ontem objecto de homenagem na Faculdade de Letras de Coimbra. (Parabéns Isabel Caldeira, Graça Capinha e Jacinta Matos, pela iniciativa e pelo belo livro que organizaram!) A sala onde decorreu o evento, alberga cerca de dez mil livros do legado de Silva Dias. Um sinal da relevância da tradição na Universidade? Uma boa escolha, portanto. Ali estiveram discípulos e/ou colegas, da sua instituição e de muitas outras por esse país fora, jovens alunos, funcionários, para assim lhe dizerem da sua gratidão por os seus caminhos se terem cruzado com o dela. Eu, que tive o privilégio de ser interpelado pela sua inteligência e demolidor sentido de humor, desde os já remotos tempos do mestrado, em particular, na sua arguição da minha dissertação, à sua arguição do meu relatório nas provas de agregação... da sua presença no meu júri de doutoramento... do concurso para professor associado... e do concurso para catedrático... sou apenas um entre muitos que sentem essa gratidão. A ela se aplicam as suas palavras finais na cerimónia: MUITO OBRIGADO ("em letras muito grandes"), Maria Irene.

Memórias

Foi no dia 5 de Maio de 1993: o meu doutoramento. Uma aluna, clandestinamente, gravou as provas. Um amigo digitalizou agora o Vhs, e eu pude relembrar aquelas duas horas. Este é momento em que o jovem Joaquim Manuel Magalhães estava a intervir para confidenciar ter percebido por que razão não gostava de Plath: "porque ela fazia campismo." E a jovem Maria Irene Ramalho desfez-se a rir, ocultando o rosto com as mãos, como podereis ver na foto acima. Já lá vão vinte e quatro anos. À direita do vice-reitor está o jovem António M. Feijó, e, ainda mais à direita (suprema ironia!), o jovem Manuel Gusmão.