sexta-feira, 31 de julho de 2009
Great power makes us happy, dizia o Emerson

a propósito de Whitman. O mesmo se poderá dizer do concerto de Cohen ontem, em Lisboa.
Esta canção não a cantou ele, mas é uma das memórias mais intensas da minha adolescência. Nunca consegui superar a perplexidade face ao último verso. Por tudo isso aqui vos deixo "Story of Isaac":
"The door it opened slowly,
My father he came in,
I was nine years old.
And he stood so tall above me,
His blue eyes they were shining
And his voice was very cold.
He said, I've had a vision
And you know I'm strong and holy,
I must do what I've been told.
So he started up the mountain,
I was running, he was walking,
And his axe was made of gold
Well, the trees they got much smaller,
The lake a ladys mirror,
We stopped to drink some wine.
Then he threw the bottle over.
Broke a minute later
And he put his hand on mine.
Thought I saw an eagle
But it might have been a vulture,
I never could decide.
Then my father built an altar,
He looked once behind his shoulder,
He knew I would not hide.
You who build these altars now
To sacrifice these children,
You must not do it anymore.
A scheme is not a vision
And you never have been tempted
By a demon or a god.
You who stand above them now,
Your hatchets blunt and bloody,
You were not there before,
When I lay upon a mountain
And my fathers hand was trembling
With the beauty of the word.
And if you call me brother now,
Forgive me if I inquire,
Just according to whose plan?
When it all comes down to dust
I will kill you if I must,
I will help you if I can.
When it all comes down to dust
I will help you if I must,
I will kill you if I can.
And mercy on our uniform,
Man of peace or man of war,
The peacock spreads his fan."
Mais logo deixar-vos-ei instantâneos do concerto.
Bom dia, boas leituras, boas canções!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Ainda a parábola e a densidade semântica
Em Mateus 13,36-43 afirma-se:
"Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.» Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. "
Bom dia, de novo!
"Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.» Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. "
Bom dia, de novo!
Romance policial negro
O Magazine Littéraire dedica um dossier ao género. Tem linhas de leitura interessantes e algumas indicações a reter acerca de certos autores que, para nós, anglicistas/americanistas, amiúde nos escapam.
Aqui fica o registo inicial do editorial:
"Genre poétique, poétique du genre
Aqui fica o registo inicial do editorial:
"Genre poétique, poétique du genre
Polar. Le dernier hors-série du Magazine Littéraire est consacré au polar. Étrange coïncidence, tous les treize ans, Le Magazine Littéraire retrouve dans sa ligne de mire la littérature policière. Les deux derniers numéros consacrés au polar – ceux d’avril 1983 (n° 194) et de juin 1996 (n° 344) – notaient, au-delà de l’évolution de son paysage éditorial, l’incroyable vitalité du genre."
Bom dia!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
E sua leitura, feita por São Macário (?-405), monge no Egipto
"Desde a transgressão de Adão, os pensamentos da alma dispersaram-se,afastando-se do amor de Deus, na direcção do mundo presente, e misturaram-se com pensamentos materiais e terrestres. Porque Adão, com a sua transgressão, recebeu em si o fermento das más tendências, e assim, por participação, também todos os que dele nasceram e toda a raça de Adão recebeu uma parte desse fermento. Seguidamente, as disposições más cresceram e desenvolveram-se entre os homens, a ponto de eles fazerem todo o tipo de desordens. Finalmente, o fermento da malícia penetrou em toda a humanidade [...].De maneira análoga, durante a sua estada na terra, o Senhor quis voluntariamente sofrer por todos os homens: resgatá-los com o Seu próprio sangue, introduzir o fermento celeste da Sua bondade nas almas crentes humilhadas pelo jugo do pecado. Quis completar nelas a justiça dos preceitos e todas as virtudes, de maneira a que, ao penetrar nelas este fermento, fiquem unidas no bem e formem com o Senhor «um só Espírito»,segundo as palavras de Paulo (1Co 6, 17). A alma que for totalmente penetrada pelo fermento do Espírito Santo nem poderá já ter a ideia do mal e da malícia, como está escrito: «O amor não se irrita nem guarda ressentimento» (1Co 13, 5). Sem este fermento celeste, ou, por outras palavras, sem a força do Espírito Santo, a alma não poderá ser amassada pela doçura do Senhor nem alcançar a verdadeira vida."
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